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Facilitação de Irvin Korr | por Dra. Rosângela Rezende

A Clínica Osteopática tem como objetivo encontrar as disfunções (alteração da função), visando restituir a saúde e a qualidade de vida.

 

O Osteopata não busca a doença mas se vale de encontrar desequilíbrios que o corpo desenvolve para restituir a função e deixar que o corpo restitua a homeostasia.

 

O objetivo do osteopata é suprimir os circuitos de facilitação descritos por Irvin Korr, descritos no seu livro “Bases Phisiologiques de L´Osteopathie", Professeur Irvin M korr, PH.D, 1997. Frison-Roche, onde ele apresenta o mecanismo de disfunção osteopática como perturbações neurológicas, sensitivas e motoras que por mecanismo disfuncional pode causar repercussões tais como hiperestesia dos músculos e das vertebras, hiperinstabilidade que podem ser evidenciadas por modificações da fisiologia muscular, modificação da textura do tecido muscular, conjuntivo e da pele, modificação das funções viscerais, outras funções vegetativas e perda da mobilidade.

 

Segundo seus estudos, em função de uma adaptação inadequada à posição ereta, o organismo humano é particularmente predisposto a problemas articulares e periarticulares em particular nas articulações vertebrais e pélvicas. Esses problemas articulares constituem as disfunções Osteopaticas que se associam a hipersensibilidade ou hiperestesia dos tecidos paravertebrais e dos tecidos infrajacentes (pele , músculo e tecidos conjuntivos); as modificações do comportamento muscular, como a rigidez, causadas por contrações prolongadas, e limiares reflexos mais baixos, as perturbações neurovegetativas, interpretadas por modificações da textura dos tecidos supraespinhosos; perturbações da vasomotricidade; dor local ou projetada, em função do dermátomo ou miótomo correspondente, levando a restrição da motilidade articular.

 

A interligação entre a disfunção osteopática e medular.

 

Durante a disfunção Osteopática, ocorre o comprometimento dos elementos que compõem o metâmero, dessa forma o dermátomo será acometido por dermalgias reflexas locais ou projetadas. No esclerótomo, presente na articulação têm-se dor no periósteo local ou projetada. No miótomo alteração da tonicidade, com comprometimento da musculatura agonista e antagonista, levando a um desequilíbrio. Este desequilíbrio pode acarretar hipertonicidade muscular, pontos gatilhos, cordões fibrosos ou então hipotonicidade, com clara perda da força. O angiótomo ortossimpático leva à congestão local, com edema de reação. Desta forma, na congestão local pode-se exemplificar o quadro de hérnia discal. Neste caso os angiótomo estão dispostos em banda, sendo assim não é a hérnia de disco que comprime a raiz nervosa, mas sim o edema que é que cria os sintomas. Tem-se ainda que considerar o viscerótomo, cuja a disfunção leva a alterações viscerais.

 

Pode-se concluir que a disfunção osteopática pode ser definida, por uma disfunção tridimensional da mobilidade.

 

Exemplo:A disfunção osteopática da coluna está associada a sensibilidade dos tecidos vertebrais, que leva à perturbação do sistema nervoso vegetativo. Portanto, a função visceral ode causar aumento da produção de adrenalina, que pode vir acompanhada de perturbação neurovascular, como dores difusas, irradiadas ou projetadas. Este é um exemplo de facilitação medular